quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Técnico repete discurso de mudanças no Santa Cruz e praticamente garante escalação

Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco 

O técnico Givanildo Oliveira não confirmou a equipe do Santa Cruz que enfrentará o Guarani antes do último treino no Recife. Porém, deixou claro que o time precisava de uma sacudida, que no seu vocabulário também significam mudanças. Não apenas de postura, mas também de peças.

Nos treinamentos desta semana, Givanildo promoveu mudanças na defesa, meio de campo e ataque. Bruno Silva e Tiago Costa foram barrados do time titular e Sandro ganhou o posto na zaga e Yuri segue na lateral-esquerda. No meio de campo, Derley deve ter as companhias de Elicarlos e Léo Lima. No ataque, Grafite será o titular na vaga de Ricardo Bueno, que está lesionado. Assim, são seis mudanças já que Jaime e Travassos foram dispensados e Halef Pitbull não está entre os 11 iniciais.

Nesta quinta-feira o treinador repetiu o time que vem utilizando desde a última terça-feira. Tanto nas atividades táticas como nas bolas paradas o time considerado titular foi o mesmo e deve entrar em campo com a seguinte formação: Julio Cesar; Nininho, Anderson Salles, Sandro e Yuri; Derley, Elicarlos e Léo Lima; Bruno Paulo, André Luis e Grafite.

Para que todas essas mudanças ocorressem, Givanildo Oliveira teve um aliado que ultimamente era um inimigo. O tempo. Neste período de dez dias sem jogos, o trabalho de campo foi fundamental, mas a conversa também foi importante na opinião do treinador.

“Na verdade ajudou esse tempo que tivemos. Algumas mudanças eram necessárias até pelo momento que vivemos. É hora de mudar, de dar uma guinada. Procuramos mudar algumas coisas já nos treinamentos, nas conversas também. Muita gente diz que conversa não ganha jogo, mas ajuda. Nunca vi ninguém mudo. Nunca vi treinador mudo. Então é necessário. Mas eles têm que entender e assimilar.”

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Contra América, Timbu começa returno para repetir feito de Roberto Fernandes no ABC

Diego Borges /Especial para o Diario 

 Quando foi em busca de Roberto Fernandes para comandar o Náutico nesta Série B, a diretoria do Náutico, certamente, considerou como um dos principais motivos o perfil de técnico motivador e o seu histórico em evitar rebaixamentos, inclusive salvando o Timbu da queda na Série A de 2007 e na Série B de 2010. O que a diretoria talvez não tenha se dado conta é a grande semelhança entre a atual situação do Náutico nesta Série B com a do ABC de 2013, quando o treinador evitou a queda do clube potiguar.

Coincidências não faltam. Elencos jovens, apostas em pratas da casa, reformulações no meio do ano e comando de Waldemar Lemos. Estes e outros fatores são compartilhados entre o ABC de 2013 e o Náutico de 2017. Porém, nenhuma semelhança é maior que os números na virada do turno. Ambas equipes completaram os primeiros 19 jogos com 14 pontos somados e apenas três vitórias conquistadas. A chance de repetir o passado e livrar um time da degola aparece novamente às 21h30 desta sexta-feira, diante do América-MG, no estádio Independência.
Antes disso, o técnico Roberto Fernandes listou as diferenças nos dois contextos e traçou uma série de recomendações que o Náutico precisa seguir, do ‘dever de casa’ à presença da torcida, para repetir o êxito do clube alvinegro.

Elenco semelhantes

Segundo o técnico, os elencos apresentam um perfil semelhante, com atletas de potencial de crescimento no futebol. Atletas emprestados por outros clubes e pratas da casa reaproveitados fazem parte das duas realidades.

“Os atletas que participaram daquela campanha, a grande maioria deles, deram um pulo nas suas carreiras. O Renato, lateral que era do Sport e estava na reserva, acabou encaixando e foi para o Fluminense. O Giovanni Augusto, que já tinha passado no Náutico e treinava separado no Atlético-MG, dali voltou como titular para o Atlético-MG e depois foi para o Corinthians. Edson, que era um zagueiro pouquíssimo utilizado, nós transformamos ele em volante e, do ABC, foi se tornar titular no Fluminense. Muitos jogadores deram um salto na sua carreira e eram atletas com uma característica muito parecidas com o que a gente tem hoje. São jogadores promissores, mas que ainda não são uma realidade dentro do futebol.”

O que o ABC tinha que o Náutico não terá?

Mais tempo e contratações. Em 2013, Roberto Fernandes assumiu o ABC na 14ª rodada da Série B, com cinco rodadas a mais e um pouco mais de tempo que desta vez, no Náutico. Esse período também permitiu ao técnico avaliar um bom número de contratações junto à diretoria alvinegra. Possibilidade que no Náutico está reduzida a apenas três atletas e a um orçamento enxuto. “Naquela época, nós tivemos uma possibilidade que não temos hoje, que é de contratação. Pudemos fazer entre oito e dez contratações além do elenco que estava, além da saída de alguns atletas que não vinham rendendo”, comparou o técnico.

O que o ABC tinha que o Náutico pode ter?

Se impor como mandante. Antes de Roberto Fernandes assumir o ABC em 2013, o time tinha um aproveitamento de apenas 33,3% no Frasqueirão, enquanto o Timbu somou apenas 14,8% em casa, antes do treinador, nesta Série B. Após a chegada do treinador em Natal, o rendimento do ABC em casa atingiu a grande marca de 86,1%. No Náutico, o time conseguiu o seu primeiro triunfo na Arena pela Série B.

“Naquele ano, nós fizemos prevalecer o mando de campo. O ABC, em casa, venceu todos os times que estavam no G4. Chapecoense, Palmeiras, até o próprio América-MG, todo mundo. No Frasqueirão, quem mandou foi o ABC. Nós conseguimos isso aproveitamento praticamente de 100%. E fora de casa conseguimos, em nove jogos, 'beliscar’ duas vitórias que foram o suficiente. Tanto que, no último jogo, fizemos um 'amistoso' fora de casa. A gente tinha escapado com uma rodada de antecedência, mesmo com essa crise em que o time estava”, lembrou Roberto Fernandes.

Outro fator fundamental é a ajuda da torcida. Nos sete primeiros jogos no Frasqueirão, estádio com capacidade até cerca de 18 mil espectadores, a média por partida era de 1.985 torcedores. Com o treinador, o número praticamente triplicou, atingindo a média de 6.064 torcedores por jogo, chegando a suportar 15.636 na partida contra o Palmeiras. Hoje, no Náutico, a média do primeiro turno fechou em 4,5 mil - além do jogo de portões fechados na estreia. “A torcida fez toda a diferença. Nós tivemos uma superlotação no Frasqueirão em praticamente todos os nossos jogos, principalmente nos decisivos”, afirma o técnico.

ABC sem Roberto Fernandes

Total - 1V 4E 8D - 17,9% de aproveitamento
Casa - 1V 4E 2D -  33,3% de aproveitamento
Média de Público: 1.985 torcedores

ABC com Roberto Fernandes

Total - 12V  3E  10D -  3900/75 - 52%
Casa - 10V 1E 1D - 3100/36 - 86,1%
Média de Público: 6.064 torcedores

Ficha do jogo

América-MG

João Ricardo; Zé Ricardo, Messias, Rafael Lima e Giovanni; Juninho, Ernandes, Renan Oliveira e Matheusinho; Luan e Hugo Almeida. Técnico: Ederson Moreira.

Náutico

David, Feliphe Gabriel, Breno Calixto e Manoel; Amaral, Willian Schuster (Aislan), Diego Miranda e Bruno Mota; Erick e Gilma. Técnico: Roberto Fernandes.
Local: Arena Independência (Belo Horizonte). Horário: 21h30. Árbitro: Rodolpho Marques (PR/Fifa). Assistentes: Rafael Trombeta (PR) e Victor Hugo Santos (PR).

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Santa Cruz sofre virada no Arruda, perde para o Criciúma e pode ir parar no Z4

Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco 

 Agonia é a palavra que define o momento do Santa Cruz na Série B. Há cinco jogos sem vencer, o time viu a crise aumentar, rodada a rodada, até chegar ao seu momento mais crítico na noite desta terça-feira. A derrota para o Criciúma por 2 a 1 deixou a equipe numa situação muito delicada, com a possibilidade de terminar a rodada na zona de rebaixamento. Basta o Figueirense vencer o Goiás, no próximo sábado.

 A estrutura com quatro atacantes e dois volantes foi a melhor que o técnico Givanildo Oliveira conseguiu armar com as peças à disposição. Tática que exigiu sacrifícios de algumas peças, como Ricardo Bueno. A missão do atacante era atuar mais recuado, funcionando como o principal armador do time. No início, o “sacrifício” foi em vão. O Criciúma começou a mostrar que não esperaria o Santa Cruz atacar. Logo no início, já pressionava, parecia jogar em casa.

Os catarinenses ameaçavam mais. Entretanto, num lance isolado, a aposta de Givanildo deu resultado. Aos 28 minutos, Ricardo Bueno, com extrema categoria, deu um passe por cima da defesa para Yuri, que fazia sua estreia pelo Santa Cruz. O lateral tocou para trás e encontrou André Luis livre. O camisa 97 só empurrou para o fundo das redes. Na comemoração, protagonizou um lance bizarro. Ao tentar ir ao encontro da torcida, bateu na placa de publicidade e caiu de mal jeito. Recebeu atendimento e retornou ao jogo. O gol foi um lance isolado no primeiro tempo. Além dele, o Santa finalizou apenas mais uma vez, com Ricardo Bueno.

O gol foi um lance isolado no primeiro tempo. Além dele, apenas uma finalização do atacante Ricardo Bueno forçou o goleiro Luiz a trabalhar. O Santa Cruz segue sentindo a falta de um meia que possa armar o time - e Givanildo Oliveira não tem opções válidas em campo. Para piorar a situação, os volantes João Ananias e Derley tiveram dificuldades em sair com a bola e os zagueiro Jaime e Bruno Silva buscavam lançamentos longos, buscando jogadores mais ofensivo. Situação rotineira na equipe coral.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Náutico encaminha saída de 4 atletas e time para enfrentar Luverdense ganha novidade


Às vésperas de entrar em campo pela 19ª rodada da Série A, o elenco sofreu quatro alterações. Para ser mais direto: quatro saídas. Deixam o Timbu os meias Igor Neves, Esquerdinha e Matheus da Cunha, além do lateral-esquerdo Jeanderson, que era cotado para entrar em campo na noite desta sexta-feira, contra o Luverdense, na Arena de Pernambuco.

O caso mais emblemático é o do meia Esquerdinha. O jogador já havia deixado o Timbu recentemente, foi para o Fortaleza, onde foi pouco aproveitado, e voltou para o CT Wilson Campos. No Náutico, mais uma vez, ficou escanteado. Só entrou em campo duas vezes e não foi bem. Matheus da Cunha chegou a ser anunciado, mas sequer assinou contrato e também deixa o clube. Prata da casa, Igor Neves, que só jogou uma partida em 2017, pediu para sair e deve tentar a carreira fora do Brasil, provavelmente em Portugal.

Já a saída de Jeanderson, contratado já em meio à disputa da Série B, deve ter pego o torcedor alvirrubro de surpresa. Com oito apresentações pelo clube, em nenhum momento o lateral agradou. Porém, sem Ávila, machucado, e Manoel, suspenso, o atleta era o único especialista da posição à disposição para o técnico Roberto Fernandes. A diretoria, todavia, optou por não dar outra oportunidade ao jogador.

Substituto

Sem Jeanderson, o mais provável é que Roberto Fernandes faça uma improvisação na lateral esquerda. O zagueiro prata da casa Phelipe Gabriel, titular absoluto neste Brasileiro, deve ser deslocado para a lateral. Assim, o zagueiro Aislan deve fazer a dupla de zaga ao lado de Breno Calixto. Outra novidade que deve pintar nesta noite é a presença do volante Renan Paulino no banco de reservas. O atleta não vinha sendo utilizado pelo ex-técnico Beto Campos.

Assim, o provável time que entrará em campo nesta noite é: Tiago Cardoso; David, Breno Calixto, Aislan e Feliphe Gabriel; Jobson (Darlan), Diego Miranda e Bruno Motta; Erick, Iago e Gilmar.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Sport mira melhor rendimento no exterior na 'Sula' por classificação diante do Arsenal

Yuri de Lira /Diario de Pernambuco 

Se quiser avançar de fase sem transtornos na Copa Sul-Americana, o Sport precisará superar o seu próprio retrospecto em partidas fora do Brasil na competição. Às 19h15 desta quinta-feira, o Rubro-negro tem o embate de volta com o Arsenal de Sarandí, agora na Argentina. A vantagem de 2 a 0, construída na Ilha do Retiro, é bem razoável. Mas o desempenho do Leão em território estrangeiro ao longo da história do torneio é desanimador. Todos os resultados que obteve nos países vizinhos até agora levariam o jogo desta noite aos pênaltis ou a sua eliminação.

O Sport atuou três vezes fora do Brasil na Sul-Americana. Perdeu todas elas. Em 2013, em Assunção, foi derrotado pelo Libertad-PAR: 2 a 0 na primeira partida entre os times. Caso repetido agora, o resultado faria com que o jogo com Arsenal fosse decidido nas penalidades máximas, uma apreensão já vivida pela equipe pernambucana na etapa anterior desta edição da Sula.

Na primeira fase, o Leão teve que decidir a sua vida na marca da cal diante do Danubio-URU. Após ter ganho por 3 a 0 em casa, a equipe uruguaia devolveu o placar em Montevidéu, e o Rubro-negro só se classificou para esta segunda parte da competição graças ao goleiro Magrão, autor da defesa de dois pênaltis. Um novo 3 a 0, porém, representaria o fim do sonho da conquista da Sul-Americana. Em 2015, o Sport também sofreu outro 3 a 0. O carrasco foi o Huracán-ARG, em Buenos Aires, depois de empate em 1 a 1, na Ilha. 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Santa Cruz demonstra evolução defensiva após mudança no comando técnico

Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco 

Em quatro jogos com Givanildo Oliveira no comando do Santa Cruz, a equipe vem conseguindo algo que só havia alcançado uma vez nas 11 primeiras rodadas. Não sofrer gols. Em três partidas sob o comando do Rei do Acesso, o Tricolor do Arruda saiu sem Julio Cesar ser vazado. Algo fundamental para manter o objetivo do acesso vivo.

Nos poucos dias que teve de trabalho até o momento, Givanildo mostrou uma atenção especial com a defesa. No seu primeiro treino, ficou a maioria do tempo ajustando o posicionamento defensivo e orientando os defensores. Quando consegue reunir o elenco nas vésperas de jogos, não é apenas o velho rachão que ele comanda. O treinador dá atenção especial às bolas paradas e o posicionamento defensivo sempre é o mais cobrado.

Questionado sobre o que mudou, Givanildo afirmou que apenas orientou os atletas, até porque não teve chance de comandar nada além de um coletivo. “Não é o que eu fiz diferente. Não posso dizer isso, até porque não tive treinos. Mostrei situações para eles, até jogos. Esse lance é importante. Primeiro não vou tomar gol. Se não tomar gol está meio a zero. Muito gente acha que é retranca, mas você tem que saber se defender. Temos que ter o cuidado. A gente avisa, mostra algumas situações de jogo e mostra o posicionamento que é muito importante.”

Um dos poucos pontos que Givanildo Oliveira conseguiu trabalhar um pouco mais foram as bolas paradas. Ele comentou que é um dos fatores que dá mais atenção pelo poder de decisão que esse tipo de jogada tem nas partidas. “Vocês falam tanto de bola parada e nós também ficamos malucos quando sofremos gols de bola parada. Tem mérito do adversário e tem mérito nosso também quando marcamos."

No desenho tático ainda não houve mudança drástica e a resposta para uma melhora tão positiva, em pouco tempo, talvez esteja justamente na simplicidade. Ao menos é assim que o volante João Ananias, que ainda nem jogou, mas é velho conhecido de Givanildo, acredita que o técnico tenha mudado a defesa e o time do Santa Cruz.

“Ele faz o simples. Tanto no Náutico, como no Santa ele pede para fazer o simples e acho que é difícil hoje fazer o simples. Ele sempre esteve desse lado e sabe o melhor que é a simplicidade”, justifica o volante.

Os números defensivos do Santa Cruz na Série B

Antes de Givanildo
11 jogos
14 gols sofridos
1,27 gol sofrido por jogo

Após Givanildo
4 jogos
2 gols sofridos
0,5 gol sofrido por jogo

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Contra a Chape, Sport busca série de vitórias que não repete desde 2000 na Série A

Yuri de Lira /Diario de Pernambuco 

O Sport pode quebrar um longo tabu na Série A. Desde 2000, o Leão não consegue somar quatro vitórias consecutivas na competição. Sob o comando do técnico Vanderlei Luxemburgo, o Rubro-negro vive o seu melhor momento no ano. Somada a conquista do Estadual, a vitória na Sul-Americana e ainda vem de três triunfos seguidos no Brasileirão que o alçaram ao G6 na rodada passada. Poderá agora ampliar a sequência positiva e igualar o feito de 17 anos atrás se vencer a Chapecoense a partir das 19h30 desta quinta-feira, na Arena de Pernambuco. De quebra, ainda subirá para o quinto lugar em caso de novo triunfo.

Em 2000, durante a Copa João Havelange, o Sport conseguiu duas vezes vencer quatro jogos seguidos. Primeiro, diante de Fluminense, Santa Cruz, Gama e Flamengo. A série foi encerrada com um empate em casa com o Botafogo. Depois, emplacou outra série entre o penúltimo jogo da primeira fase e a segunda partida das oitavas de final.

As sequências não foram as melhores do Leão na história da Série A. Em 1985, o time chegou a obter cinco triunfos subsequentes entre a sexta e a décima rodadas. Antes já tinha ganho consecutivamente entre a primeira e a quarta partida do mesmo campeonato. Ali, o Sport jogava a fase regionalizada, contra equipes do Norte e Nordeste.

No ano passado, o Rubro-negro teve até a chance de emendar as quatro vitórias - o que ainda não fez na era dos pontos corridos na Série A com 20 clubes, em vigor desde 2006. Teve o objetivo frustrado ao empatar em 2 a 2 com o América-MG pela 18ª rodada, após ter batido Grêmio (4 a 2), Cruzeiro (2 a 1) e Atlético-PR (2 a 0). Àquela altura, o time pernambucano vinha de uma reação e havia acabado de deixar a zona do rebaixamento. Hoje, com um terço do Brasileirão decorrido, a equipe se mantém afastada do Z4 e nutre o sonho da vaga na Libertadores.

Time

Não se sabe se Diego Souza retornará à titularidade. Disputa vaga com Everton Felipe, Osvaldo e Mena. A dúvida no Sport é o volante Patrick, em observação após entorse no tornozelo. Se não puder atuar, Rodrigo o substiuirá.

Adversário

A Chape agora é comandada pelo ex-tricolor Vinícius Eutrópio, demitido do Santa Cruz no início do mês passado. O técnico reestreou pelo Verdão do Oeste na rodada passada, empatando em casa com o Atlético-PR, em 1 a 1. Sem ganhar há cinco jogos no Brasileirão, o time catarinense ainda tenta se distanciar da zona de rebaixamento.

As melhores sequências de vitórias do Sport na história do Brasileirão:

2000

Sport 3 x 2 Fluminense 14
Santa Cruz 0 x 3 Sport
Sport 3 x 0 Gama
Flamengo 1 x 2 Sport
Encerada em:
Sport 2 x 2 Botafogo

Sport 1 x 0 América-MG
Atlético-MG 0 x 6 Sport
Remo 1 x 2 Sport
Sport 1 x 0 Remo
Encerrada em:
Grêmio 2 x 1 Sport

1985

Flamengo-PI 0 x 1 Sport
Sampaio Corrêa 2 x 4 Sport
Sport 5 x 1 Paysandu
Sport 2 x 0 Remo
Encerrada em:
Sport 1 x 2 Botafogo-PB

Sport 3 x 0 ABC
Sport 4 x 0 Sergipe
Sport 1 x 0 Ceará
CSA 0 x 2 Sport
Sport 1 x 0 Nacional
Encerrada em:
Mixto 2 x 1 Sport

Ficha do jogo

Sport

Magrão; Samuel Xavier; Henríquez, Ronaldo Alves e Sander; Patrick (Rodrigo), Rithely, Everton Felipe (Diego Souza), Osvaldo e Mena; André. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Chapecoense

Jandrei, Apodi, Grolli, Victor Ramos e Reinaldo; Girotto, Lucas Mineiro e Lucas Marques; Rossi, Arthur e Wellington Paulista. Técnico: Vinícius Eutrópio.

Estádio:
Arena de Pernambuco (São Lourenço da Mata-PE). Horário: 19h30. Árbitro: Dyorgines Jose Padovani de Andrade (ES). Assistentes: Fabiano da Silva Ramires (ES) e Vanderson Antonio Zanotti (ES). Ingressos: R$ 15 (anel superior leste), R$ 20 (anel inferior leste), R$ 40 (anel inferior sul) e R$ 50 (assento premium).

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Sul-Americana: tudo que você precisa saber sobre Sport x Arsenal de Sarandí-ARG

Por GloboEsporte.com, Recife

 Toda eliminatória de ida e volta, dizem, é um duelo de 180 minutos. Os primeiros 90 de Sport x Arsenal de Sarandí-ARG, pela segunda fase da Copa Sul-Americana, acontecem nesta quinta-feira, às 21h45, na Ilha do Retiro. O Leão deseja abrir vantagem para sofrer menos em Sarandí. Os argentinos esperam minimizar os riscos e levar a decisão para o segundo confronto - em casa.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Sport e Náutico se desfiliam da Liga NE. Pressão ou articulação por novo torneio?

por:  

“O Sport formalizou a sua desfiliação da Liga do Nordeste, que é responsável pela organização da Copa do Nordeste, na tarde da última sexta-feira (30/6). O documento é assinado também pelo Náutico.”
A nota oficial do Sport sobre a decisão tomada pelo presidente Arnaldo Barros, já informada ao conselho deliberativo, escancarou uma batalha política acerca da organização do Nordestão. O ponto é claro: dinheiro. O clube rubro-negro entende que a divisão de cotas na primeira fase tem que ser revista. Em 2017, cada um dos 20 clubes recebeu recebeu R$ 600 mil. De Sport, Santa e Náutico a Uniclinic, Altos e Juazeirense. Somando todas as fases foram R$ 18,5 milhões em cotas, com previsão de R$ 23 milhões em 2018.
E aí entra uma discussão sobre a equidade disso. Ao reclamar da disparidade de cotas no Campeonato Brasileiro, como querer o mesmo no cenário regional? Por outro lado, o blog entende que, através da elaboração de um critério técnico (ranking?), seria possível, sim. Como já ocorre na Copa do Brasil, com três grupos de cotas distintas nas duas primeiras fases.
Entretanto, neste embate político, Sport e Náutico tomaram uma atitude capital, deixando a liga fundada por eles mesmos há 17 anos. A Associação dos Clubes de Futebol do Nordeste (ACFN), hoje “Liga do Nordeste”, foi criada em 30 de outubro de 2000 por 16 clubes, os principais da região, excetuando Maranhão e Piauí, na época integrados à extinta Copa Norte. O objetivo foi organizar a (bem sucedida) edição de 2001. Eis os fundadores: Bahia, Vitória, Fluminense de Feira, Náutico, Santa Cruz, Sport, Ceará, Fortaleza, ABC, América-RN, CRB, CSA, Botafogo-PB, Treze, Confiança e Sergipe.
Na época, indo de encontro às federações estaduais – e na nota atual, o Sport teve o apoio da FPF -, a liga foi idealizada pelos presidentes de Sport e Vitória, Luciano Bivar e Paulo Carneiro, respectivamente. Por sinal, os primeiros presidente e vice-presidente da associação, hoje comandada por Alexi Portela, também ligado ao rubro-negro baiano.
A princípio, ao menos até a coletiva agendada pelo leão, a desfiliação não é sinônimo de ausência do Nordestão 2018, cuja organização passa pela liga e pelo canal Esporte Interativo, detentor dos direitos na TV até 2022. Até porque mexeria em toda a composição – o Santa, por exemplo, seria alçado da fase pré para a fase de grupos. Contudo, considerando a visão mais radical, uma articulação por um torneio paralelo enxuto, com outros clubes, pontuado por novas cotas e parceiros comerciais, soaria mais como uma “Copa União”. E justamente por quem disputou o módulo amarelo na época… A conferir.
Cotas* do Sport no Nordestão: R$ 6,625 milhões
2013 – R$ 300 mil (quartas)
2014 – R$ 1,9 milhão (campeão)
2015 – R$ 890 mil (semi)
2016 – R$ 1,385 milhão (semi)
2017 – R$ 2,15 milhões (vice) 
Cotas* do Santa Cruz no Nordestão: R$ 5,135 milhões
2013 – R$ 300 mil (quartas)
2014 – R$ 850 mil (semi)
2016 – R$ 2,385 milhões (campeão)
2017 – R$ 1,6 milhão (semi)
Cotas* do Salgueiro no Nordeste: R$ 1,850 milhão
2013 – R$ 300 mil (grupo)
2015 – R$ 615 mil (quartas)
2016 – R$ 935 mil (quartas)
Cotas* do Náutico no Nordestão: R$ 1,315 milhão
2014 – R$ 350 mil (grupo)
2015 – R$ 365 mil (grupo)
2017 – R$ 600 mil (grupo 
* Após o retorno oficial do torneio
Atualização: na coletiva, Arnaldo Barros confirmou a intenção de sair do torneio com o “modelo atual”, propondo, caso tenha outras adesões, a formatação de outra competição, com nova venda de direitos. Acha o Nordestão deficitário… Já o Santa vai submeter a ideia ao conselho.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Emocionado, Diego Souza desconversa sobre ida ao Palmeiras após título



Autor da assistência para o gol do título pernambucano do Sport sobre o Salgueiro nesta quarta-feira (28), o meia-atacante Diego Souza desconversou sobre uma possível saída para o Palmeiras. Ainda no gramado, comemorando ao lado dos companheiros seu primeiro troféu com o time rubro-negro, o jogador falou com voz embargada e aparentou estar emocionado. "A minha posição é que vou comemorar muito hoje, é um dia especial. Não vou deixar nada atrapalhar essa felicidade que tenho para viver com os meus companheiros. Amanhã é um dia novo e a gente vai ver o que vai acontecer", afirmou o camisa 87 ao SporTV.

Uol

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Braga, de Portugal, faz sondagem oficial ao Náutico sobre o atacante Erick

João de Andrade Neto /Superesportes 

Maior revelação do Náutico nos últimos anos, o atacante Erick, de 19 anos, segue bastante valorizado, apesar da péssima campanha do clube na Série B, lanterna com apenas dois pontos. Com a abertura da janela de transferência internacional, alguns clubes de fora do país já demonstraram interesse no jogador. Um deles foi o Braga, de Portugal que fez uma sondagem oficial à diretoria timbu sobre o prata da casa no início desta semana. A proposta giraria em torno de 1,5 milhões de euros, cerca de R$ 5,5 milhões, de acordo com o jornal português A Bola.

O interesse do clube português foi confirmada ao Superesportes pelo vice-presidente de futebol alvirrubro Emerson Barbosa. O dirigente, no entanto, negou os valores. "Na realidade Erick vem sendo sondado por várias equipes do Brasil e de fora, principalmente da Europa. Mas até agora não chegou nenhuma proposta concreta. Com relação ao Braga, o clube nos procurou para saber a situação do jogador, mas não foi falado de valores", afirmou.

Ainda segundo o dirigente timbu, a multa contratual de Erick, que vai até 2019, é de R$ 12 milhões. Valor, no entanto, negociável de acordo com o próprio cartola. Emerson Barbosa também adiantou que a intenção é que o Náutico mantenha um percentual dos direitos econômicos do jogador.

"Qualquer negociação envolve outras variáveis. Mas a nossa intenção e manter um percentual dos direitos de Erick pensando em uma valorização futura. Acreditamos muito no potencial do jogador. Ficaríamos assim com o percentual de clube formador e também dos direitos econômicos", explicou o vice de futebol.

Com o Náutico passando por uma grave crise financeira, Barbosa também admitiu que está aberto a negociar o jogador de imediato. Desde que a proposta seja vantajosa para o clube. "Não podemos nos dar o luxo de, na situação que o clube vive, manter um ativo desse. Mas só vamos negociar o atleta se recebermos uma proposta que entendemos que justifique perdemos o jogador mais importante do nosso elenco", finalizou.

São João 2017


terça-feira, 20 de junho de 2017

Contra o Goiás, Beto Campos inicia maior desafio da carreira à frente do Náutico

Alexandre Barbosa /Diario de Pernambuco 

A primeira experiência do gaúcho Beto Campos, 53 anos, fora do Sul do país não será nada fácil. Campeão estadual no Rio Grande do Sul com o pequeno Novo Hamburgo, o desafio ao assumir o Náutico é ainda maior do que levantar uma taça superando os hegemônicos Grêmio e Internacional. No último sábado, na derrota por 2 a 1 para o Boa Esporte, o novo técnico alvirrubro conferiu pessoalmente, embora ainda não estivesse à beira do gramado, a dificuldade que será fazer o time emplacar uma recuperação na Série B. São apenas dois pontos conquistados em 16 disputados até agora. É a única equipe que ainda não venceu na competição.

O tempo é curtíssimo. Embora tenha fechado com a direção do clube logo após a demissão do antecessor Waldemar Oliveira, na segunda-feira passada, Beto Campos só foi apresentado oficialmente ontem. Hoje, colocará o Náutico em campo pela primeira vez, às 19h15, contra o Goiás, na Arena de Pernambuco. Comandou apenas um treino, no qual tentou, na medida do possível, começar a dar sua cara ao time. Se o Timbu terá comportamento em campo semelhante ao surpreendente Novo Hamburgo, só o tempo vai mostrar. Mas é certo que tudo o que Alvirrubro precisa é pontuar, dando início à remada rumo à saída da zona de rebaixamento.

Para conquistar esse objetivo, Beto Campos fala em "equilíbrio". Nesta Série B, o Náutico sofreu 16 gols, marcou apenas cinco. Em campo, tem se mostrado apático. "Sabemos que os resultados são para ontem, mas em primeiro lugar temos que procurar o equilíbrio. Sem isso, não se ganha jogo nenhum, pelo contrário, acaba perdendo. Procurei colocar isso para os atletas. Vamos ter uma equipe equilibrada, para somar pontos e sair dessa situação", afirmou o treinador. "Lá (Novo Hamburgo), fizemos uma equipe de marcação forte e transição rápida. Claro que, no momento, tenho que conhecer um pouco mais a nossa equipe. Pelo que vi em Varginha, temos condições de fazer algo assim, com alguns atletas que estão chegando e ainda não estrearam".

Contra o Goiás, taticamente, Beto Campos afirmou que pretende fazer ajustes na equipe. Deve mudar, também, algumas peças, embora não tenha revelado quais. Na segunda-feira, o treinador teve uma longa conversa com o grupo antes de sua apresentação. Depois da coletiva de imprensa, deu o primeiro treino, fechado. "Toda mudança precisa de um tempo para poder trabalhar. A tendência é mudar um jogador ou outro, até pelo desgaste da sequência de jogos. Quero colocar uma equipe parecida com a que vem jogando, mas com uma postura diferente", comentou o treinador, que terá à disposição o meia Bruno Mota, de 22 anos, regularizado. Existe a possibilidade, também, do atacante Gilmar ser titular pela primeira vez.

Goiás

A derrota para o ABC, em pleno Serra Dourada, faz o Goiás querer buscar, fora de casa, os pontos perdidos. Comandado pelo ex-zagueiro do Sport Sílvio Criciúma, a equipe esmeraldina terá força máxima contra o Náutico. O treinador, por sinal, ainda terá a opção do lateral-esquerdo Carlinhos, suspenso na rodada passada. A tendência é que ele volte na vaga de Jefferson.

Ficha do jogo

Náutico
Tiago Cardoso; Suellington (Joazi), Aislan, Feliphe Gabriel e Jeanderson; Amaral, João Ananias e Giovanni; Erick, Vinícius e Gilmar. Técnico: Beto Campos.

Goiás
Marcelo Rangel; Tony, Everton Sena, Alex Alves e Carlinhos; Pedro Bambu, Victor Bolt, Léo Sena e Tiago Luís; Carlos Eduardo e Aylon. Técnico: Sílvio Criciúma.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Luxemburgo exalta temporada de Magrão no Sport e pede convocação do goleiro à seleção

João de Andrade Neto /Superesportes 

Aos 40 anos, o goleiro Magrão vive um dos seus melhores momentos na carreira. Decisivo em três decisões de pênaltis na temporada (Campinense, pela Copa do Nordeste; Joinville, pela Copa do Brasil e Danubio, pela Sul-Americana), o ídolo leonino também acumula atuações de destaque no Campeonato Brasileiro. Ao ponto do técnico Vanderlei Luxemburgo pedir, nesta sexta-feira, uma chance para o camisa 1 leonino na seleção brasileira. Para ele, o ídolo rubro-negro é o melhor goleiro em atividade no Brasil no momento.
Técnico da seleção entre 1998 e 2000, Luxemburgo usou exemplos de outros goleiros experientes como os italianos Buffon, 39 anos, e Dino Zoff, campeão do mundo com 40 anos, para reforçar o desejo de ver Magrão, goleiro com maior número de partidas na história do Sport, ter uma chance com a camisa amarelinha.

"A seleção brasileira é aberta. Eu fui técnico da seleção e sei disso. E eu conheço bem a cabeça do Tite. E pelo que a gente conhece de futebol, de ver o Dino Zoff agarrando uma Copa do Mundo com 40 anos e ver o Buffon, com 39 em alta performance, vejo também o Magrão. Que hoje é o goleiro de melhor atuação no Brasil nos últimos tempos. Como ele (Tite) convoca o Fernando Prass (38 anos), que também é um grande goleiro, não vejo também porque não uma convocação do Magrão para a seleção brasileira", cobrou Luxemburgo.

Somente na atual temporada, Magrão já salvou o Sport em três disputas por pênaltis, contra o Campinense (Nordestão), Danubio (Copa Sul-Americana) e Joinville (Copa do Brasil). Com isso, o goleiro já passou dos 30 pênaltis defendidos na carreira. Para o comandante leonino, a chance de Magrão na seleção se baseia na regularidade das atuações dos arqueiro ao longo da temporada. O treinador ainda voltou a enfatizar que a idade do jogador não seria problema para uma chance com a canarinha.

"Se o Magrão salva o time em algumas situações, tem defesas brilhantes e vem tendo uma performance, não é um jogo, mas nos campeonatos, eu acho que vale a pena. A idade não é empecilho para ele. O momento dele é brilhante. Então, não vejo isso como um problema até porque a historia mostra isso. De repente, a gente pode ter mais um jogador do Sport na seleção", reforçou.

Efeito Diego Souza

Na visão de Luxemburgo, com o trabalho desenvolvido hoje pelo Sport, outros jogadores do elenco leonino, com o passar do tempo, também podem reivindicar uma convocação, na esteira deixada por Diego Souza. Ou pelo menos, uma transferência internacional, saindo direto do clube pernambucano.

"Não quero só o Magrão, se for, ou o Diego, que já está lá. De repente, outros jogadores poderão reivindicar também uma ida para a seleção brasileira através do Sport e também uma transferência para fora do País direto, sem precisar passar por um clube do Sul e Sudeste. Isso é uma mentalidade que nós estamos querendo mudar e que talvez vai chegar em breve para cá", finalizou o técnico do Sport.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Campeão gaúcho pelo Novo Hamburgo, Beto Campos confirma negociação com o Nautico

terça-feira, 13 de junho de 2017

Com dois gols de Diego Souza, Brasil goleia Austrália por 4 a 0 em amistoso

Camila Alves /Especial para o Diario de Pernambuco 

Foi a quinta partida de Diego Souza pela seleção brasileira neste ano. Diante da Austrália, em Melbourne, na manhã desta terça-feira, o meia do Sport colocou um pé na Copa do Mundo da Rússia 2018. Com o caráter amistoso da partida, Tite optou por testar novas peças no time. Em relação aos 11 titulares contra a Argentina, somente Thiago Silva, Paulinho e Coutinho permaneceram. Acionando, portanto, oito novas peças. Uma delas, Diego Souza. Titular e melhor em campo, o meia do Sport marcou dois gols pelo Brasil, sendo um deles com somente 10 segundos de jogo, o mais rápido da história da seleção. Com mais um de Thiago Silva e outro de Taison, a amarelinha goleou a Austrália por 4 a 0. O próximo jogo do Brasil será no dia 31 de agosto, contra o Equador, mas dessa vez pelas Eliminatórias, em Porto Alegre.

Logo aos 10 segundos de jogo, após o pontapé inicial da Austrália, Giuliano interceptou um passe no campo de ataque, avançou pelo meio e serviu Diego Souza dentro da área. O camisa 21 chutou cruzado rasteiro e abriu o placar para o Brasil, registrando o gol mais rápido da história da seleção. Por sinal, um jogador do Sport não marcava pela seleção principal há 35 anos. O último havia sido Roberto Coração de Leão, em 23 de setembro de 1981, com um gol no 6x0 sobre a Irlanda.

O gol relâmpago do Brasil, no entanto, não representaria de todo como se desenhou o primeiro tempo da partida. Se a expectativa era por uma grande sequência de jogadas ofensivas, o que se viu foi um jogo de muita marcação e poucos espaços. Nesse quesito, o Brasil era quem mais sofria na saída de bola, com a marcação adiantada da Austrália. A opção da amarelinha foi por trabalhar a bola sem investir em jogadas aéreas e acelerando na troca de passes. A estratégia funcionou e foi o Brasil quem apareceu com as jogadas mais perigosas na primeira etapa.

Quando ultrapassou a marcação australiana, chegou com perigo no gol. Aos 29 minutos, lançado por David Luiz, que atuou desempenhando a função de volante, participando bastante das jogadas ofensivas, Diego Souza ainda marcaria o segundo gol do Brasil, mas estava em posição de impedimento. Quatro minutos depois, o camisa 21 apareceria novamente, quando recebeu na lateral esquerda, deu passe rápido de calcanhar e Paulinho apareceu para finalizar, mas mandou por cima do gol. 
A Austrália era superior no quesito da marcação, mas sofria para construir jogadas ofensivas no campo brasileiro. Somente aos 39 minutos conseguiu dar o primeiro chute a gol, com Cahill de fora da área, que mandou rasteiro pela linha de fundo. Lance sem perigo para o goleiro Diego Alves que, não à toa, quando esteve com a bola na primeira etapa, trabalhou em sua maior parte somente com os pés. 

Segundo tempo

A seleção voltou sem alterações para a segunda etapa. A primeira mudança veio acontecer somente aos 14 minutos, quando Douglas Costa, que vinha mancando em campo, deixou o time para a entrada de Taison. O segundo tempo começou de forma semelhante ao primeiro, com os dois times tendo dificuldade na criação de jogadas. Mas não demorou para o Brasil demonstrar superioridade ofensiva em campo, marcando o segundo no jogo. Já aos 16 minutos, Coutinho cobrou escanteio da direita, David Luiz cabeceou no travessão, a defesa não cortou o rebote e Taison tocou para pequena área. No meio da confusão, Thiago Silva sobe e cabeceia para o gol.
 
Aos 25, Willian foi acionado no lugar de Coutinho e não demorou a participar do jogo. Interceptou um passe no campo de ataque, colocou velocidade pela direita e rolou para o meio da área, deixando para Diego Souza, que entrou livre e chutou em cima do goleiro. Aos 27, Fernandinho entrou na vaga de David Luiz. Dois minutos depois, o terceiro gol do Brasil sairia em uma boa chegada pela direita da seleção. Paulinho tabelou com Diego Souza dentro da área, recebeu no fundo e deixou de calcanhar para Taison, que finalizou rasteiro no canto direito do goleiro e amplia.

Aos 45 minutos, a chance do Brasil fazer o quarto. O equilibrio que existia no primeiro tempo evidentemente não constava mais. Willian chegou sozinho para finalizar, mas parou na defesa de Langerak que mandou para escanteio. Dois minutos depois, o que já se esperava. Após cobrança, Diego Souza mandou de cabeça para fechar a goleada brasileira por 4 a 0 sobre a Austrália.

Ficha do jogo

Austrália 0
Langerak; Degenek, Sainsbury (Irvine) e Wright (McGowan); Milligan, Luongo (Mooy), Troisi (Rogic) e Kruse; Behich, Leckie (Hrustic) e Cahill (Maclaren).

Brasil 4
Diego Alves; Rafinha, Thiago Silva (Jemerson), Rodrigo Caio e Alex Sandro; David Luiz (Fernandinho), Paulinho (Renato Augusto) e Giuliano; Phillipe Coutinho (Willian), Douglas Costa (Taison) e Diego Souza.

Local: Melbourne Cricket Groud. Cartões: nenhum. Gols: Diego Souza, dez segundos do 1ºT e 47 minutos do 2ºT, Thiago Silva, 16 minutos do 2ºT, e Taison, aos 29 minutos do 2ºT.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Treino da Seleção na Austrália tem time titular, desfalque e privacidade

Por Alexandre Lozetti, Melbourne, Austrália

Tite fechou boa parte do treino desta quarta-feira no Lakeside Stadium, em Melbourne. Na antevéspera do clássico contra a Argentina, o técnico quis privacidade para ensaiar algumas jogadas e determinar movimentações específicas. Mas a escalação ele mostrou, como de costume: Weverton, Fagner, Thiago Silva, Gil e Filipe Luís; Fernandinho; Paulinho, Renato Augusto, Philippe Coutinho e Willian; Gabriel Jesus. Sem surpresas.  


Desde o aquecimento, esses jogadores, de coletes brancos, formavam a equipe que deverá começar a partida de sexta. Quando a parte tática teve início, em campo reduzido, Coutinho estava pelo lado direito e Willian pelo esquerdo, ao contrário do que se imaginava.
O time reserva teve um desfalque: o meia Giuliano sofreu uma pancada no treino de terça e saiu mais cedo, acompanhado do fisioterapeuta Bruno Mazziotti. Nesta quarta, novamente, os dois fizeram trabalhos separadamente do restante do grupo.
 
Tite teve que apelar para um australiano, que completou o time reserva junto com Diego Alves, Rafinha, Jemerson, David Luiz e Alex Sandro; Rodrigo Caio; Rodriguinho, Taison e Douglas Costa; Diego Souza.
Na quinta-feira, a seleção brasileira fará o reconhecimento do gramado no Melbourne Cricket Garden, palco do amistoso de sexta-feira contra a Argentina. A partida terá início às 7h05 (horário de Brasília), e o GloboEsporte.com vai acompanhar em Tempo Real.
 

domingo, 4 de junho de 2017

Augusto revela problemas com empresário e garante atração para jogar no Santa Cruz

Yuri de Lira /Diario de Pernambuco 

Augusto foi alvo de interesse do Sport, do Náutico e de mais de meia dúzia de times após ter se destacado na Copa do Nordeste pelo Campinense-PB. Conta que até demorou para deixar o time paraibano. Atribui a vagarosidade nas negociações a "empresários" que o agenciavam. Apesar de ter sido tão disputado, assegura que se viu seduzido para atuar pelo Tricolor do Arruda.
egundo informações apuradas pela reportagem do Superesportes, Augusto entrou em litígio com o antigo procurador após ver negociações com outras equipes indo por água abaixo. O atacante ainda relata a insatisfação. "Digamos que por conta de empresários demorou um pouco a minha saída. Mas, quando retomei a frente acertei tudo sozinho mesmo. Ficou tudo mais fácil e consegui acertar aqui no Santa Cruz", disse Augusto. A negociação dele com o Tricolor foi intermediada pelo empresário Constantino Júnior - homônimo do vice presidente coral.

Agora, Augusto garante foco total no Santa. Viu-se atraído para assinar contrato por basicamente dois fatores: o projeto e os torcedores. "O que me seduziu a vim para cá foi o projeto que o clube tem, de retomada, de voltar à Série A, e também a torcida. A gente sabe que é um clube de massa. Quem não quer jogar no Santa Cruz em um Arruda lotado?"

Augusto deseja ir bem no Arruda para alçar voos até maiores. "Sempre procurei chegar a um clube grande. Estou tendo a oportunidade de jogar no Santa e espero fazer um bom trabalho aqui para ir para ir para um clube maior. Maior não que o Santa já é grande", corrigiu-se. "Mas que eu consiga atingir os meus objetivos", emendou.

Em forma física ideal após jogar pelo Campinense desde o começo de 2017 Augusto diz que está pronto para estrear quando for regularizado. "Cem por cento eu estou. Estou atuando desde o início do ano."

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Sport divulga lista de relacionados para jogo contra Avaí e Thomás é a novidade


Sport e Avai se enfrentam no domingo, às 11h, no estádio da Ressacada, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com quatro pontos, o Leão pernambucano está na 12ª colocação. Já os catarinenses, seguem sem vitórias. Com apenas um ponto está em 18º lugar, na zona de rebaixamento.

Antes da viagem, o técnico Vanderlei Luxemburgo já havia definido o time titular com: Magrão; Fabrício, Ronaldo Alves, Durval e Evandro; Anselmo, Rithely e Diego Souza; Osvaldo, André e Rogério.

Confira a lista de relacionados

Goleiros
Magrão
Agenor
Mailson

Zagueiros
Ronaldo Alves
Durval
Matheus Ferraz
Neris

Lateral
Evandro

Volantes
Anselmo
Rithely
Fabrício
Thallyson
Rodrigo

Meias
Diego Souza
Thomás
Everton Felipe

Atacantes
Osvaldo
André
Marquinhos
Reinaldo Lenis
Rogério

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Luxemburgo é nome forte para assumir o Sport no lugar de Ney Franco

Vanderlei Luxemburgo é o principal nome para substituir Ney Franco, demitido do Sport na madrugada desta quinta-feira (25) após o vice-campeonato na Copa do Nordeste. Segundo o UOL Esporte apurou com pessoas ligadas ao clube, h... - Veja mais em https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/05/25/luxemburgo-e-nome-forte-para-assumir-o-sport-no-lugar-de-ney-franco.htm?cmpid=copiaecola
Roberto Oliveira Colaboração para o UOL... - Veja mais em https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/05/25/luxemburgo-e-nome-forte-para-assumir-o-sport-no-lugar-de-ney-franco.htm?cmpid=copiaecola
Roberto Oliveira Colaboração para o UOL... - Veja mais em https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/05/25/luxemburgo-e-nome-forte-para-assumir-o-sport-no-lugar-de-ney-franco.htm?cmpid=copiaecola

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cinco viúvas têm audiência na Justiça do Trabalho contra a Chape, nesta segunda

Por Cahê Mota, Chapecó, SC
Familiares das vítimas de um lado, a Chapecoense do outro. O embate acontecerá pela primeira vez, nesta segunda-feira, na Justiça do Trabalho de Chapecó. Estão agendadas para o fim da tarde cinco audiências envolvendo viúvas que questionam o clube a respeito de direitos trabalhistas. As cobranças são de integralização da remuneração do marido, danos morais e lucro cessante, referente à expectativa de vida profissional interrompida pela morte. As ações acontecem separadamente, e a tendência é que o primeiro encontro aborde a possibilidade de conciliação.

O cronograma envolve as viúvas de Gil, Ananias, Bruno Rangel, Aílton Canela e Gimenez - em um outro momento, será marcada ainda a audiência a respeito de Lucas Gomes. Apesar da ação coletiva, as indenizações variam de acordo com cada vítima. Todo cálculo feito até o momento tem como base o salário previsto na carteira de trabalho dos jogadores, o que é questionado pelos familiares.
Essa foi a matemática, por exemplo, dos 40 salários pagos de seguro pela própria Chapecoense (28) e pela CBF (12). A argumentação dos advogados leva em conta a divisão entre CLT e direito de imagem, que impacta diretamente ainda em outros vencimentos dos atletas, como premiação por vitórias e títulos.
- Os direitos são simples: questões relacionadas aos contratos de trabalho, onde existia relação de remuneração dividida entre salários e imagem, uma confusão enorme, mais premiações, luvas. O pedido inicial é a integralização da remuneração. Quando isso acontece, todos os reflexos dessa situação, mais os danos morais cabíveis e expectativa de vida, lucro cessante - explicou o advogado Marcel Camilo, do escritório Camilo e Martinez, de São Paulo, responsável pelo processo, na época da primeira ação, imposta por Valdécia Paiva, viúva de Gil.
Marcel representa também as outras cinco famílias que fazem cobranças à Chapecoense. Na época do ato inicial, ele ressaltou o cunho trabalhista do caso:
- Trata-se de acidente de trabalho, independentemente de ser Chapecoense ou jogador. Toda celeuma é por isso, mas a relação trabalhista é como outra qualquer. O empregador ofereceu transporte e houve um acidente de trabalho. Dentro disso, há todos os questionamentos como direito do trabalhador, resguardando os herdeiros. Esses são os maiores prejudicados. Todos aqueles que estavam no avião trabalhando têm seus direitos.
As audiências acontecem na Justiça do Trabalho de Chapecó e, além dos advogados, boa parte das viúvas estarão presentes.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Santa Cruz e Náutico decidem 3º lugar do PE com expectativas reduzidas de equilíbrio

Yuri de Lira /Diario de Pernambuco , Daniel Leal /Diario de Pernambuco 

Cabe ao improvável a possibilidade de o Clássico das Emoções fazer jus ao nome. Santa Cruz e Náutico voltam a se enfrentar às 20h desta terça-feira, no Arruda, pelo jogo da volta da decisão do terceiro lugar do Campeonato Pernambucano, com expectativas reduzidas de equilíbrio. Na ida, vitória coral por 2 a 1, na Arena de Pernambuco. A favor dos tricolores, além de um simples empate para garantir a vaga no pré-Nordestão 2018, o momento conturbado alvirrubro. Com salários atrasados há meses e passando por uma reconstrução no elenco, cabe ao Timbu a aposta no fator novo: o técnico Waldemar Lemos estreia no Estadual justamente no último jogo da competição.

O treinador alvirrubro fez o primeiro jogo à frente do time na estreia da Série B do Brasileiro. O empate, mesmo em casa, com o América-MG, foi encarado positivo “pelo contexto do Náutico”, como bem frisou o treinador. Perdendo peças importantes do elenco, como o capitão e cérebro do time Marco Antônio, coube a Waldemar a tarefa de fazer o Timbu se reinventar. Na escalação para enfrentar o Tricolor serão seis pratas da casa.

Com o goleiro Tiago Cardoso machucado e fora do time por pelo menos 15 dias, Jeferson, mais um atleta oriundo da base, ganha oportunidade. Em contrapartida, o experiente volante Rodrigo Souza volta ao time na vaga de João Ananias, exatamente um mês após se machucar. 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

uninho é convocado pela seleção brasileira sub-20 para Torneio de Toulon, na França

João de Andrade Neto /Superesportes 

O bom trabalho realizado pelo Sport nas categorias de base segue colhendo frutos. Nesta quinta-feira, o técnico da seleção brasileira sub-20, Carlos Amadeu, convocou 20 jogadores para o Torneio de Toulon, na França, que será disputado entre os dias 29 de maio e 20 de junho. Na lista final, está o atacante Juninho, de 18 anos, que vem ganhando espaço na equipe principal do Leão desde a chegada do técnico Ney Franco. Com o treinador, marcou cinco gols marcados. O meio-campista Pardal, que pertence ao Leão da Ilha e está emprestado ao Cruzeiro, também foi chamado.

A convocação de Juninho vem 22 anos após a última vez que o Sport cedeu atletas para o tradicional torneio francês. Curiosamente, também um Juninho, que ganharia, anos depois, o "sobrenome" de Pernambucano e se tornaria ídolo do clube e um dos maiores jogadores da história do Vasco e do Lyon, também disputando a Copa do Mundo de 2006, com a seleção brasileira. Em 1995, também foram com os rubro-negros Adriano, zagueiro, e Leonardo, atacante. O Brasil conquistaria o título em Toulon. Ao todo, o país conta com oito taças da competição, a última em 2014.

No ano passado, oito jogadores do Sport foram convocados para as diversas categorias da seleção brasileira. Da Sub-16 a sub-20. Com isso, o Leão foi o 15º clube brasileiro com mais atletas cedidos às categorias de base da CBF.

Juninho garantido na final do Nordestão

Os atletas chamados se apresentam na Granja Comary, juntamente com a comissão técnica, no próximo dia 21. Sendo assim, Juninho desfalcaria o Sport no segundo jogo da final da Copa do Nordeste, contra o Bahia, marcado para o dia 24, em Salvador. Porém, a diretoria do Sport já solicitou e foi atendida pela CBF para que o atleta só apresente no dia 25, véspera do embarque para a França. O Brasil estreia no dia 31, contra a Indonésia. Ainda pela primeira fase, pega Escócia, no dia 3 junho, e República Tcheca, no dia 6.

Também participam da competição as seleções de Angola, Bahrein, Costa do Marfim, Cuba, França, País de Gales, Japão e Inglaterra, a atual campeã.

Confira a lista completa de convocados

Goleiros

Hugo - Flamengo
Phelipe - Grêmio

Laterais

Emerson - Ponte Preta
Vitinho - Cruzeiro
Michael Rangel - Flamengo

Zagueiros

Bruno Fuchs - Internacional
Felipe Camargo - Figueirense
Gabriel Oliveira - Vitória
Walce Costa - São Paulo

Meias

Gabriel - Luverdense
Ederson Silva - Desportivo Brasil
Fabricio - Corinthians
Igor - São Paulo
Pablo Pardal - Cruzeiro
Vinícius de Souza Costa - Flamengo

Atacantes

Juninho - Sport
Gabriel - São Paulo
Luan Santos - Vitória
Marquinhos Cipriano - São Paulo
Paulo Vitor - Vasco da Gama

quinta-feira, 11 de maio de 2017

No mítico estádio Centenário, Sport tenta quebrar tabu histórico na Sul-Americana

João de Andrade Neto /Superesportes 
Em um dos estádios mais míticos do futebol mundial, o Sport tentará um feito histórico para o clube, nesta quinta-feira. Tendo meio caminho andado para isso. Após ter vencido o jogo de ida na Ilha do Retiro por 3 a 0, o Leão entra em campo às 21h45 (do Recife), no Centenário, em Montevidéu, palco da final da primeira Copa do Mundo, em 1930, tendo a tranquilidade de poder perder até por dois gols de diferença para o Danubio que mesmo assim avança à segunda fase da Copa Sul-Americana. Eliminando pela primeira vez um clube estrangeiro da competição.
Esta é a quinta participação seguida do Sport na Sul-Americana. E das eliminações anteriores, duas foram para equipes de outros países. A primeira queda veio 2013, quando após passar pelo Náutico, no clássico válido pela fase nacional, esbarrou no Libertad, do Paraguai, com duas derrotas. A primeira por 2 a 0, em Assunção, e a segunda por 2 a 1, na Arena de Pernambuco.

Já em 2015, o carrasco foi um argentino. Depois de superar o Bahia na fase brasileira, os rubro-negros encararam o Huracán. Dessa vez, a partida de ida foi na Ilha do Retiro com empate por 1 a 1. Na volta, o Leão não foi páreo para os argentinos, sendo goleado por 3 a 0, placar que caso seja repetido no Centenário, leva a decisão para os pênaltis. Nas outras duas participações, o Sport caiu para brasileiros, sendo eliminado pelo Vitória, em 2014, e pelo Santa Cruz, no ano passado. 

E para quebrar essa escrita e não voltar a ser surpreendido fora das fronteiras, o técnico Ney Franco fez questão de enfatizar que o seu time não pode deitar na vantagem construída em casa. Para isso, fez questão de enfatizar a tradicional raça uruguaia. 

"Não podemos cair nessa armadilha que o resultado da Ilha já garante a classificação. Tanto que estamos levando a base da equipe principal. Isso mostra a preocupação que temos com a partida. Mesmo tendo a estreia domingo no Campeonato Brasileiro (em Campinas, contra a Ponte Preta) e na próxima semana a primeira final da Copa do Nordeste, contra o Bahia. O jogo vai ser no Centenário e nós conhecemos as histórias da raça uruguaia. Por isso temos que jogar em um nível muito alto para carimbar a nossa classificação", pontuou.

Para a partida, além se seguir sem contar com o zagueiro Ronaldo Alves e o meia Diego Souza, ainda vetados por problemas musculares, o treinador também não pôde contar com o volante Rithely, o lateral Samuel Xavier e o atacante Juninho todos poupados pelo desgaste acumulado com a maratona de jogos. A partida contra o Danubio será a 32º do time no ano.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Náutico se aproxima de acerto com o técnico Waldemar Lemos para substituir Milton Cruz

Redação Superesportes /Diario de Pernambuco 

“Um profissional que venha motivado para o projeto, sabendo das dificuldades, que conheça o clube. Que entenda o que são os bastidores do Náutico, que tenha a capacidade de gerir tudo isso e, acima de tudo, que trabalhe com um time competitivo e aguerrido.” Esse foi o perfil de técnico que o Náutico traçou ao começar a busca pelo substituto de Milton Cruz, nas palavras de Emerson Barbosa, vice-presidente de futebol do clube. Procura que culminou em Waldemar Lemos.
O anúncio oficial ainda não foi feito, mas já existe a confirmação nos bastidores. Pessoas consultadas pelo Superesportes já tratam a contratação como certa. O empresário do atleta, Constantino Júnior - em entrevisa ao repórter Anderson Gomes, da Rádio Transamérica, confirmou a proposta timbu. Ressalvou, entretanto, que é necessário acertar o distrato com o Anápolis, de Goiás, atual clube do técnico. A chegada de Waldemar ao Recife, porém, já está agendada para a próxima terça-feira.

Esta será a terceira passagem de Waldemar Lemos pelo Náutico. O seu primeiro capítulo à frente do Timbu foi em 2009, quando saiu para o Atlético-PR. Voltou ao clube para a Série B de 2011, conquistando o acesso com o Timbu. Renovou o contrato para o ano seguinte, mas acabou demitido durante o Campeonato Pernambucano de 2012.